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Todo mundo quer encontrar o par ideal, por quem esteja apaixonado. A complicação é que, como a ciência já comprovou, a paixão é um sentimento temporário. O grande dilema das pessoas casadas é como continuar juntas depois de acabar a euforia dos primeiros tempos. Pensemos em Romeu e Julieta, um casal que só tem olhos um para o outro, e ao final, preferem morrer a viver um sem o outro. A morte os poupou do fim da paixão. A certeza do fim não decorre de considerações românticas, mas de fria ciência. Por trás dos mistérios da paixão repousam alguns princípios básicos da biologia que os cientistas são capazes de interpretar. “Ao dotar o ser humano da capacidade de se apaixonar, a mãe natureza só queria forçar dois corpos a se aproximar o suficiente para procriar”. Por isso a duração média da paixão equivale ao tempo exigido para a concepção, a gestação e o nascimento do bebê. O relacionamento apaixonado dura no máximo quatro anos. Cientistas mais detalhistas estimam em dezoito meses para os homens e 36 para as mulheres. Pode ser muito menos em alguns casos. E nos resta perguntar? O que fazer depois que a paixão acaba?  Do ponto de vista biológico, seria separar-se e buscar novo parceiro. Apenas 5% dos mamíferos mantém relacionamentos monogâmicos. Historicamente a paixão nunca esteve atrelada a relacionamentos duradouros, muito menos a casamentos estáveis. O sentimento da paixão sempre foi tratado como algo impossível até proibido nos romances históricos. O amor viria com a convivência do casal, se viesse.  Ninguém de bom senso apostaria seu futuro num sentimeto de existência tão breve como a paixão. O resultado é que os brasileiros continuam se casando, mas se separam cada vez mais, e apaixonam-se e casam-se novamente com muita rapidez.  O fato é que após os 4 anos a paixão se transforma em amor (quando o casal se dedica, gosta da companhia um do outro e faz dela o estopim pra fazer valer o relacionamento), em ódio (quando o casal termina e não pode mais nem se ver) ou amizade (quando existe a confusão de sentimentos, e não se sabe discernir se é amor realmente ou se é amizade o que acaba se cofundindo devido ao carinho que se nutre um pelo outro). Vale a pena repensar nossos sentimentos e caso haja dúvida é válido a ajuda de um profissional.


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